Acordar de manhã, ir ao mercado municipal, me perder em meios às banquinhas e gritos (em espanhol e quéchua, uma das línguas do Peru - há ainda uma terceira, o aimara) que anunciam todo tipo de coisa, tomar um suco natural e dedicar alguns minutos a ver a enxurrada de jovens com mochila nas costas a sair da estação de trem que liga Cusco aos pés de Machu Picchu tem sido a minha rotina matinal. De dentro do mercado já é possível ver esta cena, mas o frio absurdo que faz cusco tremer me parece muito convidativo para um cigarro pós desayuno, daí vou até os banquinhos, que ficam do lado de fora, e divido espaço com nativos curiosos, que vêem esta mesma coisa todos os dias sabe-se lá há quantos anos. Por ocasião do Inti Raymi (a festa do sol), Cusco está lotada. Estão rolando vários desfiles pelas estreitas ruas, um preparativo tradicional para a grande festa. Quase não consegui comprar o meu ingresso (custou 40 dólares), mas graças a política tecida pelo Rafo (o dono do hostal), minha entrada está garantida. Hoje, perambulando, encontrei a Denise Fraga, que está fazendo o “Por ti, América” para o Fantástico e conversamos algumas amenidades, bem gente boa esta menina. Ontem a noite teve um show na Plaza de Armas (a maior e principal da cidade) e acabou umas 00h30. Daí fui ao Mamaáfrica, balada da qual eu, Fábio, Padim e uma pá de gringos amigos fomos expulsos em março. Que lembrança! Mais uma vez me veio a nostalgia, mas assim que começou o Reggaeton (o som que comanda por estas bandas) eu engoli as lembranças num bom gole de cusquenha (a cerva daqui) superei tudo rs.
P.S: Marcílio: traga um casaco forte, viu? Ou melhor, dois rs