segunda-feira, 2 de julho de 2007

A la concha tu madre!!!






Ontem a noite apareceu aqui no hostal uma colombiana que foi roubada pelo taxista cujo fez corrida até a rua San francisco. Como? Antes de chegar ao Torcasa Hostal Cusco (sim, é uma propaganda descarada rs) ela tentou vaga em um outro hostal, na rua paralela. Desceu do carro, verificou se havia vagas e, com resposta negativa, voltou para a porta do hostal. Mas, peraí, cadê o táxi? Pois é...o motorista já estava longe. Manuela estava com uma calça cargueiro e, por sorte, portava no bolso o passaporte. O recepcionista do hostal, pasmo, chama a polícia que leva, segundo o relato dela, uns 10m para chegar. Feita a queixa o policial a recomenda alguma hospedagem na calle Marquês, onde está o Torcasa, que, às 23h e pouco, hora em que tocou a campainha, vibrava a falácias e vinhos na preparação para a Full moon, uma grande festa eletrônica em uma mansão, que como mostra o vídeo, tem uma vista espetacular de Cusco. Manuela apareceu calma na recepção do Torcasa, embora com rosto inchado e descabelada. Havia quartos livres e assim que se acomodou nos contou a estória. Cusco, por ser parada anual de turistas (esta é a cidade que dá acesso a Machu Picchu, ou seja...), tem sempre gente de más índoles querendo “ganhar” os gringos, por isto é preciso cuidado. Cusco está longe de ser uma cidade violenta ou cenário de casos similares, mas acontece. A cidade está bastante cheia. A princípio achei que fosse por conta do Inti Raymi, mas a alta temporada faz com que Cusco borbulhe durante junho e julho, ou seja, mão cheia para os pilantras. É um problema mundial, claro (até mesmo na Dinamarca há “aproveitamento”), mas receber este choque em uma hora em que o clima da cidade parecia tão perfeito mexeu com o povo do hostal. No final das contas Manu não pagou pela noite por motivos óbvios, e a festa, que já era esperada com ansiedade, ganhou um brinde especial com. Hoje de manhã o pesado clima pré-festa foi substituído pelo calor receptivo do café da Maria Helena, funcionária daqui. Estavam quase todos de pé (também, eram cerca de 12h) e o horário do desayno se estendeu devido ao bom senso da casa. (ufa!) O que mais me chamou a atenção foi a mobilização dos israelenses, que até então eram quase todos fechados entre si - com abertura máxima para um fático “bom dia, como está?”. Há pouco, dois israelenses foram com ela à delegacia para “reforçar” a queixa enquanto as meninas (também israelenses) foram sacar grana para emprestá-la. Raro, não? Também achamos. Sabendo disto, Rafo, o dono, um coração onde o rum corre pelas aortas, vai dar estadia grátis as israelenses até esta terça, quando se vão a Lima. Esta foi uma das coisas mais legais que vivi até agora, pois aproximou muito a galera. Manu ainda está perdida, claro. Depois da delegacia ela vai ao banco para habilitar seu cartão internacional mas não está segura de poder fazê-lo. Na pior das hipóteses ela já terá a grana para voltar para casa. Mas, da maneira que a unidade parece ter pousado sobre este grupo, duvido que ela volte para casa – ainda que com poucos dias de Cusco - sem uma puta lembrança bacana que borre esta má passagem.